Indignação dos Argentinos por escola pública celebrar a Páscoa.


Priorizando passar boas informações e trazer aos nossos leitores e seguidores, tanto do nosso portal quanto das mídias sociais conteúdo de alta relevância, publicamos no dia 19/04 sobre o ensinamento na Escola Municipal Vereador Antônio Alípio da Silva em relação ao verdadeiro sentido da Páscoa, matéria está que obteve muita visualização no site e com muitos leitores no facebook. Porém ao ser compartilhada em um grupo privado de 19 mil argentinos, grupo titulado Argentinos en Búzios, a aceitação não foi da mais apropriada, pois mães argentinas expressaram sua opinião repugnando e dizendo que era indignante ver as práticas.  

Não sabíamos que na Argentina não se pode falar da Páscoa, Natal (entre outras datas comemorativas com religião) devido a uma ação judicial contra o governo, pois para eles é doutrinamento falar em datas comemorativas, datas essas que são celebradas por todo o mundo, menos passada pela escola dos argentinos. E não se colocando no lugar de morador e ver as regras do país os argentinos fizeram vários comentários dizendo que achavam indignante colocar esse conteúdo para criança, já que houve um vídeo de uma criança explicando sobre a páscoa.

Como Jornalista, publiquei algo que realmente achei interessante, mas não sabia que iria ter tanta crítica estrangeira, já que nenhum brasileiro fez comentários negativos, mas vendo as notícias percebi que na Argentina existe essa lei, que vem sendo discutida desde 2008, que diz não poder falar de religião nas escolas, e estes estão falando que é inconstitucional, mas acredito que está acontecendo uma confusão de constituição.

Na Argentina, há um exemplo claro de como as coisas são bem mais complicadas de se resolver do que muita gente pensa, há uma discussão envolvendo o ensino religioso em escolas públicas, um tema polêmico não só na Argentina.

Em entrevista ao jornal El Tribuno, o bispo de Orano, Dom Marcelo Colombo, disse que: “Não deveríamos pensar na educação religiosa como um entrave do passado ou como uma forma de superstição ou limitação de uma pessoa, ao contrário. Toda expressão religiosa está verdadeiramente a favor de um crescimento da pessoa.”

Em nota na internet, "o tribunal máximo argentino exortou as autoridades provinciais a garantir o fim dos atos religiosos durante o dia letivo e adaptar o currículo escolar. Também invalidou a obrigação dos pais de manifestar se desejam que seus filhos recebam educação religiosa. Em uma leitura á artigos, vimos que no Brasil, o Supremo Tribunal federal (STF) decidiu no final do ano de 2017 e início de 2018 que o ensino religioso é compatível com a laicidade da educação, em uma decisão contrária à do país vizinho.''

Diante disso, deixo aqui minha opinião sobre tais comentários, em todo a minha vida de estudante, desde dos meus 5 anos aos meus 23, aprendi tudo sobre religião, além de ter o conteúdo na escola, tínhamos a catequese, tal essa que já era escolhido por opção das famílias. Posso afirmar, que se não fosse a escola todo o sentido das comemorações religiosas não estariam em minha vida hoje e todo o ensinamento (que ao meu ver é o mesmo em quaisquer igreja, pois a história de Jesus é uma só), não me fizeram ter uma opinião que eu, com mais de 15anos, não quisesse aceitar. Ou será que todas as mães gostariam que suas crianças tivessem como crença apenas os ovos de páscoa, o coelhinho e esse merchandising que vieram trazendo para as nossas crianças sobre a Semana Santa? Não acho certo esse tipo de aprendizado, focando em recompensas de chocolate. Concordo com a opinião do Bispo Orano, que esse aprendizado na escola apenas fez com que eu crescesse como pessoa em relação a religiões.

Mas e você, concorda no termo “doutrinamento” o ensinamento e celebração das datas religiosas nas escolas? Deixe aqui sua opinião sobre o assunto.


Veja mais sobre o assunto:
https://bit.ly/2GrfVCJ

Matéria publicada dia 19/04:
https://bit.ly/2UT62Yv


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